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Hegemonia

O termo hegemonia é hoje usado com frequência para descrever a posição relativamente dominante de um conjunto particular de ideias e sua tendência associada de se tornarem sensatas e intuitivas, inibindo assim a disseminação ou mesmo a articulação de ideias alternativas. Esse domínio pode ser econômico, político ou militar.

Anteriormente aqui no dicionário direito tratamos sobre marxismo, misoginiaideologia, e comunismo. Veremos neste artigo o significado de hegemonia, seu conceito, tipos: cultural e monetária.

Hegemonia Conceito

conceito de Hegemonia trata-se do domínio de um grupo sobre outro, muitas vezes apoiado por normas e ideias legitimadoras.

O termo originou-se da palavra grega hegemon que significa “líder” ou simplesmente “domínio sobre”. Os antigos gregos usavam o termo para denotar o domínio político-militar de uma cidade sobre a outra. No século XIX, a hegemonia significava predominância cultural ou social.

Tipos de Hegemonia

Ideias hegemônicas formam o pensamento de todas as classes através da constante exposição a concepções semeadas pela elite. Podemos sintetizar os dois tipos mais importantes de hegemonia como sendo:

Hegemonia cultural

O teórico Antonio Gramsci elaborou a teoria marxista da hegemonia cultural. Ele afirma que a hegemonia é a ideia de que a classe dominante pode influenciar os costumes e o sistema de valores da sociedade.

Em sua visão, ela é um domínio permitido que utiliza um mecanismo invisível no qual membros de uma classe já dominante ocupam posições de influência na sociedade e tem como resultado final a introdução dos ideais desta classe por toda a sociedade.

A hegemonia cultural trata-se da dominação de uma determinada classe dominante sobre uma sociedade culturalmente diversa. Essa classe dominante influencia a sociedade com seus valores, percepções e crenças.

Eventualmente, essas crenças se tornam normas sociais e ideologias universalmente dominantes.

Hegemonia monetária

A hegemonia monetária é o cenário em que um país tem influência decisiva sobre as operações do sistema monetário internacional.

Tal Estado precisaria ter acesso a créditos internacionais, capacidade de gerenciar problemas do balanço de pagamentos (uma vez que está livre de quaisquer restrições impostas por este balanço), mercados de câmbio e o’ poder de fazer valer uma unidade de conta que é responsável pelos cálculos econômicos mundiais.

Um exemplo é o domínio do dólar americano sobre muitas outras moedas nos mercados cambiais do mundo.

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